Tens de ter mais de 18 anos para entrar no site
SIM Tenho mais de 18 anos NÃO Não tenho mais de 18 anos

Ao submeteres este formulário, estás a concordar com a política de privacidade e de utilização de cookies deste site. Este site pode utilizar cookies. Para saberes mais, lê a nossa política de privacidade e cookies.

Voltar

Tendências

Game of Thrones

10.08.2012 • Vanessa Oliveira/Rua de Baixo

Com apenas duas temporadas, "Game of Thrones" parece já ter conquistado uma legião considerável de fãs, que vai desde os saudosistas do "Senhor dos Anéis" aos que até agora se conformavam com um sitcom de vinte minutos, assim que se sentavam no sofá.
Uma simples sinopse é enganadora e nada esclaredora, mas a melhor maneira de explicar o universo "Game of Thrones" é a seguinte: cinco reis, o trono de Westeros.

Ao contrário de várias séries actuais, é impossível compreender o desenvolvimento de algumas das múltiplas histórias que se passam em paralelo no espaço de 55 minutos, quando não a seguimos atentamente desde o primeiro episódio. No entanto, é também impossível mudarmos de canal.
A tagline de "Os Sopranos da Idade Média" tem razão de ser, e até os mais cépticos já perceberam isso. E a verdade é que o clima é semelhante: a comédia existe, se o nosso humor for negro o suficiente (Tyrion Lannister oferece um pouco do característico humor à "Dr.House") e o romance existe, mas sabemos sempre que é sol de pouca dura. A intriga, a violência e o ambiente sombrio dominam, como George Martin nos habituou nos livros na qual a série se baseou.

O quelque chose da série não se deve só à capacidade imaginativa de Martin e ao grande poder de concretização da HBO (que se prontificou em desolvolver a língua dos Dothraki para ser usada na série ou a fazer um genérico explicativo do reino de Westeros), mas à necessidade de um substituto.

De qualquer forma, sendo Westeros dividido em Sete Reinos (governados por um só Rei), o tempo de antena que tem que ser dado a cada reino, ou ao respectivo pretendente ao trono, torna um episódio de pouco menos de uma hora demasiado curto. Não há espaço para momentos mortos, o que faz o tempo passar demasiado rápido e aumentar a ânsia pelo próximo episódio, para percebermos o que vai realmente acontecer em cada uma das situações.

A família Stark e Lannister divide com Jon Snow e Daenerys, os grandes momentos da série, salientando Eddard Stark, o Lord de Winterfell e o braço direito do Rei antes da sua morte, (personificado por Sean Bean, que já nos habituou a papeis épicos depois de "Senhor dos Anéis"), Tyrion Lannister (Peter Dinklage, cuja interpretação já lhe valeu um Emmy), o comic relief da série, que cresce de importância de episódio a episódio e finalmente Daenerys (a estonteante Emilia Clarke), que, pouco a pouco, carrega sozinha um novo fio condutor em toda a série.

Há um senão, no meio de tanta coisa boa… mas só para os mais susceptíveis. As cenas de violência são bastante explícitas, e temas delicados como o incesto estão presentes sem tabus, tal e qual como Martin nos descreve nos livros e como a HBO nos habituou com as suas restantes séries.

É também por causa dessa fidelidade em todos os pormenores que podemos discutir com aquele amigo que diz "que o livro é sempre melhor", sem que nos aponte falhas. Isto porque ele próprio sabe que seria impossível uma melhor adaptação.

Poderás ver este e outros artigos aqui.

Esqueceste-te da Password? Ainda não estás registado?
Insere o teu email para poderes recuperar a password.