É frequente ouvirmos as nossas avós e mães dizerem "Esse vestido
já se usou no meu tempo". Sabemos que a moda é cíclica e que
coleção após coleção vemos as peças ganharem novas formas e cores,
reinventando-se. Tal como na moda, onde o Little Black Dress se
tornou peça assídua no closet de qualquer mulher, também no design
há peças que se tornam ícones.
Um ótimo exemplo da intemporalidade e bom design são algumas das
peças de Eileen Gray (1878-1976). Uma designer de mobiliário que
foi negligenciada a maior parte da sua vida e hoje é considerada
uma das mais importante designers do séc. XX.
Estudou desenho e pintura, aprendeu a arte de lacagem com um mestre
japonês e persuadida por Le Corbusier e Jean Badovici inicia-se na
arquitetura a par com a sua dedicação à decoração e ao
design.
Hoje sobejamente conhecidas temos a mesa de apoio E-1027 e a
cadeira Bibendum.
A paixão que uma das suas irmãs tinha em tomar o pequeno almoço na
cama deu origem a uma das suas peças mais reeditadas de sempre, a
mesa de apoio circular em vidro e aço tubular inspirada nas
recentes experiências em aço tubular de Marcel Breuer na
Bauhaus.
A cadeira Bibendum foi projetada para o apartamento em Paris da
designer de moda Suzanne Talbot, tal como em praticamente todas as
suas peças Eileen Gray usou linhas e formas simples e claras. O
nome desta cadeira deve-se à própria designer que assim a batizou
quando se apercebeu das semelhanças com o famoso boneco da
Michelin.
Com um design moderno e clean estas peças são atualmente muito
usadas em decoração de interiores pois adaptam-se a qualquer estilo
dada a sua versatilidade. Peças intemporais, ícones de todos os
tempos.
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